quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

In caritate perpetua

Maria Ribeiro

Bem que era possível um recomeço
mas de repente, o irreversível.

Passei a olhar o horizonte sem me entristecer
porque todo mundo sabe
que além dele há algo muito belo escondido
e que é bom e mais compassivo.

E não é que os sonhos não morrem jamais?
Mas eles não morrem, não por serem eternos
mas por serem possíveis.

E esta possibilidade é que os torna atraentes
não a sua eternidade...
a sua eternidade os torna sofridos.


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