Maria Ribeiro
Escrevo para fugir do mundo
para encontrar o mundo dos sentimentos nas palavras
Escrevo para fugir de mim mesma
Ou me sentir mais eu mesma.
Assim, as horas passam
os dias passam
as nuvens passam.
O tempo no seu compasso
clama por menos desatino.
Mas, e a pressa?
A pressa é louca ou assanhada?
Intolerante ou displicente?
O tempo não tem pressa
Os amores têm.
Por isto escrevo
para fugir de mim
para me sentir mais eu.
Eu escrevo para brincar com as palavras
Pois descobri que também elas se divertem
Ao se encontrarem elas vibram
E é possível perceber como tudo faz mais sentido.
No encontro cúmplice das palavras
Só resta à escritora a resignação: elas se amam!
e não podem abandonar mais o papel.
É por isto que escrevo
para fugir de mim mesma
para me sentir mais eu mesma.
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