quinta-feira, 12 de março de 2015

A aplicabilidade da força moral

Maria Ribeiro


Fico pensando às vezes em como a pulga é um inseto insignificante. Tão insignificante que ninguém se interessa por ela. Ninguém sabe nada sobre ela, como se reproduz, quais os hábitos, ou a expectativa de vida... Puxa vida, como será a vida desse pobre ser! Mas aí, nas minhas divagações, vejo que uma pulga, a despeito da sua insignificância, quando quer incomodar, é um Deus nos acuda. Alguém já viu um cão pulguento? Pois é... um cão pulguento sofre muito, fica desorientado quando elas se juntam para atormentá-lo. Porque, talvez, o cão, ou mesmo outro grande animal, dê conta de aniquilar uma única pulga. Mas se há muitas pulgas, se elas se organizam e deliberam um plano de reação, o animal dificilmente sairá ileso. Pode até não se machucar, mas que vai perder o rumo, isso vai...

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